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Pra onde vão os dias que passam?

23 de fevereiro de 2012

Anna Claudia Ramos
Editora: Escrita Fina
Páginas: 78

Sinopse:"Pra onde vão os dias que passam? completa sua maioridade literária neste ano. O livro foi originalmente escrito e publicado em 1992, quando a autora infantojuvenil Anna Claudia Ramos saíra da faculdade havia pouco. Dezoito anos se passaram, mas a história de Mariana, a criança sonhadora que se transforma em adulta e enfrenta todos os medos, dúvidas e inseguranças da passagem dos anos, continua atemporal e atual. O livro abre mão das aventuras recheadas de ação típicas das crianças e dos adolescentes, preferindo explorar profundamente os sentimentos mais íntimos da protagonista. Mariana percebe-se diferente dos pais e dos irmãos, mas não compreende o que significa ter suas próprias escolhas e vontades. Desde pequena, gosta de sentir o mar, o vento no rosto, brincar de ser princesa. Na sua imaginação, tudo é possível. Durante a adolescência e o início da vida adulta, a menina se dá conta de que não é mais apenas uma garota, sendo obrigada a aceitar que se tornou mulher. E todos os medos, todas as perguntas, as dúvidas? O que fazer com elas? Foram sonhos, fantasias, perdas, lembranças. É, então, que ela muda-se para uma cidade do interior, abre mão de todo conforto familiar, dos amigos e do namorado para entrar em contato consigo e com sua natureza interior. Pra onde vão os dias que passam? é uma narrativa que envolve realidade, mistérios transcendentais, simbolismos e sentimentos abstratos. Mariana vai levar os leitores por um caminho traçado por ela em busca do autoconhecimento, da aceitação pessoal e do encontro com o coração e com a intuição. "

Como a sinopse dele é grande, eu vou direto ao ponto. Esse livro é pequeno na quantidade de páginas, porém, imenso na quantidade de mensagens que tenta passar para quem lê. Eu vi em Mariana muitos dos meus medos, dúvidas, aflições, pensamentos e atitudes, e todos os conselhos que ela recebeu eu tomei para mim. A leitura do exemplar pode ser rápida, mas algumas de suas mensagens durarão por um bom tempo na minha mente e nas lições que aprendi. Mais uma vez eu declaro: literatura nacional arrasa! É claro que muitos vão ler o livro e não entender nada ou não gostar, mas tudo na vida é assim, enxergamos de maneiras diferentes o que lemos de acordo com as nossas vivências e aprendizados e nem tudo agrada todo mundo. Eu acredito que devemos dar uma chance a (quase) tudo na vida. É muito melhor dizer que não gostou depois de ter provado do que afirmar uma coisa sem conhecimento necessário e passar a eternidade na dúvida. (Nossa, tô profunda hoje...)
A capa me encantou, mas quando vi a diagramação fiquei sem palavras. Ele é muito lindo por dentro, com as imagens, os detalhes. (Vocês verão no vídeo 'Na Estante #5' se o Youtube me permitir.) Dá para ver o cuidado que a editora teve com o livro, aliás, esse é o segundo livro que leio e observei a mesma coisa.
"Sempre foi assim, pensando os sentimentos em vez de vivê-los. Mariana gosta de inventar histórias e fazer diário. Neles inventa tudo, até a vida que quer. Mas às vezes se esquece de viver, fica só na fantasia. [...] Namoros frustrados, falas engasgadas, decisões não tomadas. Medo."
"- O passado não se pode mudar. Apenas olhar pra ele sem raiva, porque você não pode fazer de um jeito novo o que já passou, mas pode mudar sua maneira de fazer as coisas a partir de agora. [...] Se permita ser feliz. Só depende de você."

Coração de Bicho

31 de janeiro de 2011

Angélica Lopes
Editora: Escrita Fina
Páginas: 103
Onde comprar: Saraiva
Começando pela primeira parte que todo mundo vê, a capa é daquelas que desperta a vontade de ler. Pelo menos em mim. Preciso confessar que adorei as páginas coloridas dividindo as histórias. Eu acrescentaria um desenho depois do título, mas está bem legal do  jeito atual.
As dez fábulas contam alguma particularidade de cada animal na visão deles, inclusive do bicho homem.
O jeito do cachorro achar que a ordem das coisas funcionam é divertida. Me emocionei com a história do gatinho. Simpatizei com a tartaruga. Tive uma certa pena do camaleão. Ri com a visão da mosquita. Com os ácaros lembrei que existem formas de vida invisíveis. Assim como o peixe, algumas vezes também não gosto de mudanças. A amizade entre as aves foi bonita. Me surpreendi com a mente do coelho. E por fim, foi interessante lembrar que não somos tão invencíveis como pensamos, mas achei a última história triste.
É o modo deles de ver a vida. Uma perspectiva diferente da que estamos acostumados a olhar ou a pensar sobre como é a vida de cada um. Afinal, não temos como saber o que se passa na cabeça dos bichinhos. Na verdade, nem na de ninguém além da nossa própria. A diferença é que pra seres da nossa espécie a gente pode perguntar e pro restante dos animais só nos resta imaginar. Foi exatamente isso que Angélica Lopes fez de uma maneira bem criativa. Eu gostei do ponto de vista da autora sobre as histórias dos animais que se encontram nesse livro.
Dificilmente eu conseguirei ver os animais da mesma maneira de antes. Quando olhá-los vou lembrar das possíveis histórias que a autora escreveu pensando se realmente poderia ser verdade ou se existiria algo parecido. Um exemplo interessante foi quando matei uma mosquita que estava me mordendo. Ou quando olhar pro meu cachorro vou querer imaginar o que ele está pensando. E o que passa na cabeça do meu gato cujo os filhotes nasceram a pouco tempo. Eu faço já faço isso. 
E você, ficou curioso pra ler? Depois me conta sua opinião sobre os bichinhos.

Na estante #1

27 de janeiro de 2011

Gente, acabou de chegar aqui o livro "Coração de bicho" da Angélica Lopes. 
Editora Escrita Fina.
Lindo né?