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Lucinda Riley muda de editora no Brasil

9 de março de 2015

Pra quem acompanha o blog ou tem algum tipo de relação de amizade comigo deve saber o quanto eu amo e indico essa autora que além de ganhar meu coração com seus livros maravilhosos, também me ganhou como amiga.

Apesar de já estar acostumada com ela na Novo Conceito e da presença dela no Brasil nas Bienais de São Paulo, fico feliz de saber que os livros dela vão continuar sendo publicados por aqui de alguma forma e torço pra que façam muito sucesso pra continuarem por aqui muito tempo.

Pra quem ainda não sabia, notícia dada e pra quem ainda não conhece essa autora maravilhosa, super recomendo a leitura!



Lançamentos de Agosto do Grupo Editorial Novo Conceito

1 de agosto de 2014

Depois da proximidade da Bienal de SP, acredito que muita gente deve estar surtando com os lançamentos da nossa querida NC. É tanta coisa boa e esperada pra um mês só que fica até difícil escolher qual deles ler primeiro. Ah, e quem for dar ao menos um pulinho em Sampa vai ter a oportunidade de vários desses livros autografados.
Tem dois que com um lugar especial no meu coração: o nacional da minha querida amiga Graciela Mayrink (A namorada do meu amigo) e o da Lucinda Riley (As sete irmãs) que se passa no Brasil e que ela escreveu aqui. Além de fofa e atenciosa ela gosta muito dos leitores brasileiros.

Novas Páginas
namorada do meu amigo, A De repente, Ana

Novo Conceito
Sete Irmãs, AsMenina Mais Fria de Coldtown, A
PerdendoSe eu ficar


Obs.: Para mais informações, clique na capa e será direcionado para a página do livro.

A rosa da meia-noite

19 de maio de 2014

A Rosa da Meia-Noite



Sinopse: "Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória extraordinária de Anahita Chavan, de 1911 até os dias de hoje. No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe. Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel – uma aristocrata dos anos 1920 – irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall. Descendente de Anahita, Ari Malik chega ao País sem aviso prévio, a fim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos obscuros que assombram a dinastia Astbury."

Após me apaixonar por mais um livro da Lucinda Riley, fiquei me perguntado como conseguiria escrever sobre ele, pois nada que eu consiga pensar descreve bem o suficiente as emoções que essa obra me trouxe. Quando li o primeiro livro da autora publicado pela Novo Conceito, "A casa das orquídeas" no dia anterior a minha ida para Bienal de SP em 2012 e me apaixonei perdidamente por ele, não tinha noção que outros livros dela fossem mexer tanto comigo. Acabo sempre me surpreendendo a cada volume. Sei que muitas pessoas se assustam com livros tão grossos - mais de 500 páginas - por diversos motivos, porém o jeito que ela escreve nos envolve de tal maneira que se torna impossível deixar o livro de lado enquanto não acabar (que o digam minhas horas perdidas de sono por uma boa causa).

Os cenários históricos que ela utiliza, as épocas de guerra e também os lugares do oriente que estão sempre presentes me encantam. Acabo sempre conhecendo um pouco mais de uma cultura diferente assim como também a Inglaterra que tanto gosto. Ela consegue misturar o passado com o presente e os alternando, contando as acontecimentos de mais de um ponto de vista de uma forma que nos prende querendo saber como tudo vai se resolver. O presente e o passado se entrelaçam de tal maneira e é tudo tão bem escrito que as vezes me esqueço de que não se trata de algo que realmente aconteceu.

Nesse romance, do lado oriental temos Anahita, uma senhora indiana com 100 anos e toda uma história de vida que vamos conhecendo ao longo do livro. Seu bisneto Ari, a quem ela confia a sua história de vida e que muitos anos depois de sua morte resolve investigar sobre o filho perdido de sua bisavó, que ela lhe pediu no dia de seu aniversário. Do lado ocidental temos Rebecca, uma atriz hollywoodiana que acaba de ser pedida em casamento por Jack que também é ator e famoso em seu meio. Ela está de saco cheio de todos aqueles paparazzi em cima dela e também do fato de Jack usar drogas e vê na oportunidade de estrelar um filme que se passa em Londres uma forma de escapar de tudo isso.

O local escolhido para as gravações do filme é Astbury Hall, ponto onde o passado e presente se misturam e coisas surpreendentes acontecem. Nesse local vive o solitário Lorde Anthony Astbury que assim como a sua propriedade parece ter ficado preso ao passado. Sua bisavó Maud Astbury foi um verdadeiro monstro e faz justiça a imagem de sogra do mal que tanto vemos por aí. O que me faz pensar que se as pessoas não tentassem interferir tanto na vida alheia poderiam ser evitadas muitas coisas ruins que acontecem e o destino das pessoas poderia ser diferente. Mas deixando as minhas reflexões de lado, o texto tem um emaranhado de complexidades maravilhosas de serem lidas. É complicado de escrever sem acabar revelando coisas demais que precisam ser descobertas as longo da leitura, por isso não vou entrar muito em detalhes.

Eu só não compreendi muito bem o título, já que nesse livro a rosa em si não aparece muito e nem tem um papel importante ao meu ver, mas pretendo descobrir. rs Talvez eu tenha voltado muito a minha atenção para outros detalhes e tenha deixado escapar isso.

O final foi maravilhoso e resolveu muito melhor do que eu imaginava a trama e me levou as lágrimas. Apesar de ser um texto cheio de ramificações, além do leitor não ficar perdido com tantas histórias e tantos personagens ao mesmo tempo, a autora conseguiu fechar bem o livro sem deixar nenhuma ponta solta e com tudo explicado. Os livros da autora têm um lugar garantido e especial na minha estante.

Uma ótima notícia é que a autora estará novamente na Bienal de São Paulo esse ano, então leia e dê um pulinho lá para garantir seu autógrafo. Ela é super simpática e adora o Brasil e os leitores brasileiros.

 

A casa das orquídeas

27 de novembro de 2012

Lucinda Riley
Editora Novo Conceito
Páginas: 560
Sinopse: "Quando criança, a pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações.

Agora, recuperando-se de uma tragédia na família, ela busca mais uma vez o conforto de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também tem uma história triste. No entanto, quando um antigo diário é encontrado durante uma reforma, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que destruiu o futuro de Wharton Park...
E, assim, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado cruelmente pela Segunda Guerra Mundial, cujo frágil casamento estava destinado a afetar a felicidade de muitas gerações, inclusive da de Júlia."



Confesso que no começo não me empolguei muito para ler, pois no meio de uma enorme lista de espera não seria uma das primeiras opções. Ao saber que a autora estaria na Bienal do Livro de SP resolvi arriscar a ler suas mais de quinhentas páginas no curto prazo de tempo que me restava até o dia.

Me encantei com ele logo no começo, pois demonstrou ter um grande enredo e ao me deparar com parte dele sendo de “época” (o que não deixa de ser um romance histórico e se não for é bem parecido com um),  nos tempos de guerra  e ao se passar na minha querida Inglaterra fez com que me conquistasse ainda mais. Eu adoro quando me pegam de surpresa desse jeito.

“O que foi que Jhon Lennon disse mesmo? – Kit olhou para o teto buscando inspiração. – Ah,sim! “ A vida acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos.” Não há nada mais verdadeiro. Nenhum de nós tem controle sobre nada e, apesar de geralmente ser necessária a dor para percebermos isso, quanto mais cedo aprendermos, mais cedo tentaremos viver um dia de cada vez e aproveitar a vida ao máximo.”

O livro nos envolve em várias histórias ao mesmo tempo, umas entrelaçadas nas outras (em cada uma delas começavam a contar outra) e isso desperta cada vez mais a curiosidade, pois sempre ficam coisas a serem esclarecidas. Ter parte dele contando algo que se passou na Segunda Guerra me encantou mais ainda, principalmente por ser um outro ponto de vista.

“- Há um antigo ditado francês, madame, que diz que, para pertencermos ao futuro, devemos aceitar o passado.”

Ele é lindo demais, emocionante, empolgante, me encantou do início ao fim, sem mencionar que me surpreendeu o tempo todo. Que delícia! Acabei lendo todo de uma vez só – em um dia – de tão envolvente que é. Eu me identifiquei com a Julia em alguns aspectos e ver como ela enfrentou tudo apesar de todo o sofrimento me deu uma força.
Eu mal posso esperar para ler outras obras da autora, que é um amor de pessoa e me recebeu com muito carinho na Bienal. Uma curiosidade: a Lucinda contou que o conto da orquídea negra, logo no início do livro, foi criação dela.

“Quando eu era criança – Júlia, por fim, limpou a garganta e disse -, minha mãe falou do “Jogo do Contente” de um livro chamado Polyanna. Você tem de pensar no que tem, não no que não tem. É batido e simplista, eu sei, mas é verdade.”

Eu recomendo “A Casa das Orquídeas” com muito gosto. Leiam!

"Disseram-me, certa vez, que a morte é tão natural quanto o nascimento, parte do ciclo infinito de alegria e dor para os humanos. Virá para nós todos e nossa incapacidade de aceitar nossa própria mortalidade e a daqueles que amamos também faz parte da condição humana.Qualquer que seja a maneira como a morte vem, a perda é inaceitável para quem fica.”